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Panorâmica

A Coleção de Mamíferos da UFLA (CMUFLA) se iniciou com o acúmulo de espécimes relacionados aos primeiros projetos coordenados pelo Prof. Renato Gregorin com estudantes de graduação trabalhando em áreas no sul de Minas Gerais, a partir de 2004. Devido às limitações de recurso e espaço, os primeiros espécimes a comporem o acervo foram roedores, marsupiais e morcegos. Mesmo com a ampliação de espaço e recursos de diversas fontes, a CMUFLA ainda mantém a característica de ainda ser uma coleção focada para a mastofauna de pequeno porte, mas com diretrizes de ampliação do acervo para alocar indivíduos de maior porte. A CMUFLA prima por manter as principais características de uma coleção aberta para o desenvolvimento científico: 1) o material está disponível para estudo via visitação ou empréstimo, 2) há doação de tecido, 3) ela é fiel depositária de material de diversos projetos incluindo os de consultoria ambiental, 4) ela está organizada com praticamente todo o material já tombado, identificado e organizado, 5) os dados do acervo estão digitalizados e podem ser fornecidos de forma rápida para consulta, 6) há uma política de preservar diversas partes ou materiais dos espécimes assim como diversas formas de fixação e conservação, e 7) ela está aberta à permuta de material com outras instituições (http://www.sbeq.net/colec).

Histórico

Primeira fase:  A partir da contratação do Prof. Gregorin pela UFLA em 2004, os primeiros projetos que resultaram em espécimes de mamíferos a serem preservados em acervos biológicos foram na região de Lavras e sul de Minas Gerais, com projetos envolvendo apenas estudantes de graduação. Estes espécimes foram provenientes, principalmente de estudos no Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito, do campus da UFLA e da APA Coqueiral. A partir de 2006 um projeto maior, financiado pelo CNPq permitiu coletas em diversas áreas no sul de Minas, incluindo a Mata Triste em Minduri, PARNA Serra da Canastra, P. E. Ibitipoca e RPPN Alto Montana, Itamonte, na Serra da Mantiqueira. Somado a isto, espécimes doados de diversas fontes (material de projetos de outros pesquisadores e de consultoria ambiental) também passaram a compor o acervo. Todo o acervo era mantido em espaço comum a todos os demais professores no Setor de Zoologia do Departamento de Biologia da UFLA. 

 

Segunda fase: A partir de 2008-2009 ocorreram alguns avanços na CMUFLA, pois com a implantação do programa de pós-graduação em Ecologia Aplicada iniciou-se uma fase de projetos mais amplos com estudantes de mestrado, projetos estes que incluíram coletas no sul de MG e no P. E. Peruaçu, norte de MG. Em 2009 houve a doação pela UFLA de um espaço para abrigar exclusivamente o acervo de mamíferos e um aporte financeiro mediante edital FAPEMIG-Biota para a montagem da CMUFLA (Figuras 1 a 6 ao lado). A partir desta fase a CMUFLA se organizou com a inclusão constante de espécimes e inicia-se nesta fase a colaboração com a comunidade científica possibilitando a análise de seu acervo via empréstimo de espécimes, visitação por pesquisadores e doação de tecido para diversas teses e dissertações envolvendo pequenos mamíferos. Com a contratação de outros professores trabalhando com mamíferos na UFLA, a partir de 2012 projetos envolvendo todos os pequenos mamíferos sob a coordenação do Prof. Gregorin foram se tornando mais raros e praticamente apenas projetos com morcegos continuaram. Com isto, o acervo atual de morcegos é bem maior que o das outras ordens e esta estrutura física e de organização da CMUFLA permanece até o presente.

Terceira fase: A partir de 2015 iniciou-se na UFLA a construção de um Centro de Coleções, Biodiversidade e Patrimônio Genético (CEBIOMinas), projeto financiado parcialmente pela UFLA e pela FINEP (Fotos 8 e 9). Este Centro abrigará as coleções de mamíferos, insetos, parte dos fungos, herbário, peixes e um amplo laboratório de biologia molecular, envolvendo diversos professores e estudantes dos diversos níveis na formação. Neste Centro está todo o espaço físico destinado aos estudos de sistemática, anatomia comparada, biologia molecular e ecomorfologia, além de espaço para extensão e divulgação. A CMUFLA, neste novo espaço, tem como metas a expansão do acervo visando preservar espécimes de mamíferos de maior porte e a inclusão de outros acervos de mamíferos que estão difusos pela UFLA.

Foto 1. Primeiro espaço cedido pelo DBI-UFLA para implantação do LADISMA. Início das reformas.

Foto 2. Primeiro espaço cedido pelo DBI-UFLA para implantação da CMUFLA. Início da mudança do acervo.

Foto 3. Área de taxidermia e extração de material citogenético do LADISMA. Após a reforma (ver foto 1).

Foto 4. Área de análise de material da CMUFLA.

Foto 5. Acervo preservado à seco (taxidermia) da CMUFLA.

Foto 6. Acervo de tecidos da CMUFLA.

Foto 7. Acervo da CMUFLA preservado em álcool

Foto 8. Início das obras do CEBIOMinas.

Foto 9. CEBIOMinas em fase de finalização.

Perfil da CMUFLA

Por questões de demanda de estudos e restrição de espaço a CMUFLA teve como política e exposto acima, preservar majoritariamente espécimes de mamíferos de pequeno porte. Por outro lado, sempre houve uma preocupação de se preservar diversos materiais relacionados aos espécimes tombados. O acervo inclui espécimes preservados em via líquida e taxidermizados, esqueletos, lâminas de cromossomos, ectoparasitos e tecido (em geral, fígado). O gráfico 1 mostra as proporções de espécimes entre as ordens e o gráfico 2 o montante e tipo de material preservado.

Gráfico 1.jpg

Gráfico 1.  Números absolutos de espécimes tombados por ordem. Em “outras ordens” estão incluídos espécimes de Lagomorpha, Cingulata, Pilosa, Primates e Carnivora.

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Gráfico 2. Números absolutos quanto à forma de preservação de espécimes na CMUFLA.

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